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Cigarro perde espaço para produto sem fumaça no faturamento do gigante do tabaco

Receitas de produtos sem fumaça da Philip Morris crescem 24,7% no primeiro trimestre de 2026, indicando mudança de ritmo diante da proibição no Brasil

O CEO da empresa suíça PMI (Philip Morris International), Jacek Olczak
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Mais de 40% do faturamento da PMI não vem do cigarro tradicional. Sachês de nicotina, vaporizadores e tabaco aquecido respondem pela fatia crescente, conforme balanço parcial de 2026. A empresa cita impacto positivo desses produtos na redução de fumantes.

A PMI aponta que, no primeiro trimestre de 2026, as receitas de itens sem fumaça subiram 24,7% frente ao mesmo período de 2025, enquanto os cigarros de combustão cresceram 6,8%. O cenário sinaliza mudança de foco estratégico.

A empresa fabrica no Brasil, em Santa Cruz do Sul (RS), apenas cigarros entre Marlboro, L&M e Chesterfield. Demais itens de nicotina ainda não são permitidos no país, o que influencia o portfólio local.

Regulamentação e cenário internacional

O Brasil proíbe importação, publicidade e venda de dispositivos eletrônicos para fumar, incluindo cigarros eletrônicos e tabaco aquecido. Nos EUA, a FDA renovou a autorização de venda do tabaco aquecido IQOS da PMI.

A OMS não endossa benefícios comprovados à saúde pública desses produtos e recomenda regulação estrita, com foco em menor atratividade para adolescentes. A Anvisa mantém a proibição de DEFs no Brasil desde 2009.

Ponto de vista da PMI

Segundo Jacek Olczak, CEO da PMI, a combustão é o principal problema de saúde. Ele afirma que nicotina é viciante, mas não cancerígena, e que os dispositivos reduzem a exposição a substâncias nocivas entre 90% e 95%.

O executivo sustenta que países que liberaram alternativas observaram quedas rápidas do tabagismo, citando Japão como exemplo. Ele afirma que o Brasil, se mantiver a proibição, pode ter aumento de fumantes a longo prazo.

A PMI informa que boa parte de seus investimentos em P&D está direcionada a produtos sem fumaça, com quase US$ 16 bilhões investidos desde 2008. O grupo destaca ganhos de redução de danos em mercados onde esses itens são permitidos.

Panorama global

A empresa aponta que, de acordo com a OMS, houve queda global no uso de tabaco entre 2000 e 2024, embora ainda haja 1,2 bilhão de usuários. Ao mesmo tempo, a PMI já soma centenas de milhões de consumidores de produtos sem fumaça em vários mercados.

O portfólio da PMI inclui sachês de nicotina, vaporizadores e tabaco aquecido, que são regulamentados de forma diferente entre países. A empresa segue defendendo que esses itens ajudam a reduzir danos associados ao consumo de tabaco.

Notas finais: a PMI apresenta números de 2026 mostrando evolução do segmento sem fumaça e mantém posição de defesa de políticas públicas que promovam alternativas ao cigarro convencional, com base em seus estudos e em pesquisa regulatória.

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