O governo informou que as mulheres seguem recebendo em média 21,3% a menos do que os homens no setor privado com 100 ou mais empregados. A diferença salarial é calculada pelo 5º Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios.
O estudo, divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e pelo Ministério das Mulheres, utiliza dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e abrange cerca de 53,5 mil estabelecimentos com 100+ funcionários, além de informações fornecidas pelas próprias empresas.
A divulgação ocorreu nesta segunda-feira, 27, e reforça a obrigatoriedade legal de igualdade salarial entre mulheres e homens que exercem a mesma função. O relatório aponta variações regionais relevantes.
Desigualdades por estado
Piauí, Acre, Distrito Federal e Ceará apresentam as remunerações médias femininas mais próximas das masculinas, com 92,1%, 91,9%, 91,2% e 90,5%, respectivamente.
Espírito Santo, Rio de Janeiro e Paraná registram as maiores disparidades, com 70,7%, 71,2% e 71,3% do salário médio das mulheres em relação aos homens. As informações ajudam a mapear pontos críticos.
O documento também detalha que a diferença se mantém estável em comparação com novembro de 2025, quando o índice era de 21,2%. A divulgação reforça o monitoramento da igualdade remuneratória no país.
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