O acordo entre Microsoft e OpenAI foi revisado nesta segunda-feira, 27 de abril. As mudanças mantêm a Microsoft como principal licenciadora dos modelos da OpenAI, mas deixam a exclusividade de lado. Além disso, a OpenAI poderá comercializar seus produtos em outras plataformas de nuvem, com a Azure, da Microsoft, recebendo a primeira janela de lançamento.
A nova distribuição de receitas não envolve pagamentos da Microsoft à OpenAI. A OpenAI continuará pagando à Microsoft 20% do seu faturamento, conforme apurado, sem alteração no percentual. O acordo estabelece que a OpenAI mantém a obrigação de pagamento até 2030, com teto total, independentemente da evolução tecnológica dos modelos.
A Microsoft continuará sendo o principal fornecedor de nuvem para os serviços da OpenAI, e os produtos da OpenAI devem estrear na Azure. No entanto, a OpenAI passa a poder oferecer seus produtos em provedores concorrentes como AWS e Google Cloud, ampliando a distribuição de suas soluções.
O ajuste reduz a ambição de exclusividade de licenciamento até 2032, mantendo a licença vigente para a Microsoft, mas permitindo parcerias com terceiros. A informação foi divulgada pela Microsoft e pela OpenAI, sem detalhar alterações adicionais no contrato.
Contexto/Histórico
A parceria remonta a 2019, quando a Microsoft investiu cerca de 13 bilhões de dólares na OpenAI. Em 2025, a OpenAI passou por uma reestruturação, criando a OpenAI Group PBC, uma corporação com fins lucrativos, e a Microsoft manteve cerca de 27% da empresa, avaliada na época em cerca de 135 bilhões de dólares.
Observação
As mudanças são apresentadas como parte de uma nova fase da parceria, com foco em ampliar a disponibilidade de tecnologias de IA da OpenAI em diferentes plataformas, mantendo a Azure como base de operação.
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