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Análise aponta risco de derrota do governo caso não reduza endividamento

Endividamento das famílias pode definir a reeleição: juros altos, inflação e custo de vida pressionam a economia, aponta analista de finanças.

Mestre em finanças diz que continuidade da guerra impacta cada vez mais o endividamento no Brasil
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Quase metade dos brasileiros procurou uma renda extra nos últimos meses, indicador que acompanha o aumento do endividamento no país. Dados de pesquisas apontam que 73% das pessoas que ganham até dois salários mínimos consideram a renda atual insuficiente para as despesas básicas.

Em entrevista ao Jornal da Record News, o mestre em finanças Hulisses Dias explica que o endividamento cresce diante de juros altos, inflação e custo de vida elevado. Ele afirma que esse cenário pode influenciar a campanha eleitoral deste ano.

Dias aponta que a economia sofre por uma suposta falta de produtividade crônica. Segundo ele, há disciplina fiscal que beneficia quem investe em juros via a taxa Selic de 14,75%, enquanto parte dos recursos públicos é destinada a auxílios de renda, desincentivando a participação no mercado de trabalho.

A permanência da tensão entre EUA e Irã, segundo o especialista, pode manter o petróleo caro no curto prazo. O efeito deve elevar preços de alimentos, logística e produtos, pressionando ainda mais a inflação e o bolso do consumidor.

Sobre programas de renegociação de dívidas, Dias diz que ajudam, mas não resolvem o problema. Ele enfatiza que muitos já estão com crédito tomado e que a solução passa por organização financeira e renegociação de dívidas mais caras com opções de juros menores.

Governos, impostos e escolhas

O analista sugere que medidas de política econômica acompanhadas de aumento de produtividade poderiam reduzir o endividamento familiar. Ele ressalta a necessidade de soluções estruturais para melhorar o equilíbrio entre renda e gastos.

A entrevista também destaca o papel de políticas públicas na renda das famílias, sem apontar uma saída rápida. O tema deve figurar no debate eleitoral, segundo Dias, como fator relevante para a avaliação de gestão econômica.

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