A BYD registrou lucro líquido de aproximadamente 4,1 bilhões de yuans no primeiro trimestre de 2026, queda superior a 50% ante igual período de 2025. A receita também recuou, refletindo o arrefecimento das vendas internas na China.
O desempenho preocupa diante da desaceleração do mercado doméstico de veículos elétricos e da reorganização global do setor impulsionada pela crise energética. A BYD manteve a liderança no segmento de novos energy vehicles na China, com cerca de 20% de participação.
Fim dos subsídios muda a dinâmica do mercado chinês
A queda está vinculada à retirada gradual de incentivos governamentais para compra de EVs. Ao longo de anos, políticas públicas alimentaram o maior mercado de carros elétricos do mundo, mas a retirada de estímulos reduziu o ritmo de vendas internas nos primeiros meses de 2026.
Mesmo com a desaceleração local, a BYD continua relevante externamente, impulsionada pela elevação de demanda em mercados europeus diante da disparada dos preços do petróleo.
Pressão de concorrentes e margem de lucro
A BYD enfrenta aumento da concorrência interna de montadoras como Geely, Leapmotor e Xiaomi, além de players que integram software da Huawei. A guerra de preços pressionou margens e estimulou buscas por ganhos de escala e eficiência.
No exterior, a expansão ajudou a compensar parte da fraqueza chinesa. Vendas na Europa cresceram, contribuindo para elevar a participação da BYD na região para pouco mais de 2%.
Estratégia global e visão de curto prazo
Diante do mercado doméstico vulnerável, a BYD intensificou a internacionalização, lançando a marca premium Denza na Europa para competir com Porsche e BMW. Analistas enxergam a mudança como parte de uma tendência entre fabricantes chineses.
A empresa ainda projeta vendas superiores a 5 milhões de veículos em 2026, impulsionadas pela expansão internacional. A transição do setor passa a combinar tecnologia, escala e condições macroeconômicas globais, com energia no centro.
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