A ideia de que a IA substitui rapidamente profissões não tem se confirmado na prática. Estudos recentes mostram que novas tecnologias costumam criar demanda, mercados e ocupações.
Dados da Medscape revelam que radiologistas ocupam o topo da renda entre médicos especialistas, com patrimônio médio próximo a US$ 5 milhões. A pesquisa envolveu cerca de 7 mil médicos de 30 especialidades.
Outro retrato vem dos programadores: a remuneração na área de engenharia de software cresce de forma expressiva, com a mediana americana saltando de cerca de US$ 115 mil em 2024 para perto de US$ 130 mil em 2025.
Contexto econômico
A discussão sobre IA confronta a ideia da “fatia fixa de empregos”, conhecida como lump of labor fallacy. A premissa de que máquinas reduzem postos de trabalho não condiz com evidências históricas.
Quando a eficiência aumenta e a demanda é elástica, a demanda pelo trabalho também cresce. Radiologistas com IA tendem a solicitar mais exames com maior precisão, elevando a atividade diagnóstica.
A tendência também se aplica a programadores: avanços tecnológicos abrem mercados, reduzem custos e criam novas necessidades. Em alguns casos, há perda de vagas, mas o efeito líquido pode ser de ganho de empregos e renda.
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