O Santander está perto de finalizar a compra de TSB, filiar britânica do Sabadell, após obter as autorizações regulatórias. A transação contempla a venda de TSB por 3,1 bilhões de euros, com ajustes possíveis por lucros anteriores. Reguladores britânicos e europeus deram o aval.
O acordo foi iniciado durante a OPA hostil do BBVA sobre o Sabadell. O banco catalão realizou uma disputa com alvos de venda rápidas e chegou à melhor oferta apresentada pelo Santander. O preço acordado pode variar conforme períodos de distância até o fechamento.
A autorização do regulador britânico de Competição chegou ao fim de 2024, apontando que a fusão não reduziria a concorrência no mercado. A operação criará o quarto banco de hipotecas no Reino Unido, com participação de cerca de 12% no mercado e ativos que superam 300 bilhões de libras.
A supervisora prudencial da zona euro e o BCE também aprovaram o negócio, validando impactos em solvência e gestão de risco. O Banco Central Europeu confirmou a viabilidade da aquisição dentro das normas vigentes para instituições da região.
Com a aprovação completa, a assinatura da venda torna-se iminente. O Sabadell planeja pagar um macrodividendo de 2,5 bilhões de euros, equivalente a 0,5 euro por ação, aos seus acionistas, conforme aprovada em agosto pelas assembleias.
Orçamento e sinergias
A operação visa sinergias de aproximadamente 470 milhões de euros, atingidas até 2028. O Sabadell estima ganhos de cerca de 400 milhões de libras com a integração da TSB, incluindo economias de custos e renegociação de contratos.
Perspectiva para o Santander
Além da compra da TSB, o Santander negocia a aquisição do Webster Bank, por 10,3 bilhões de dólares, com expectativa de fechamento ainda neste ano. As duas operações devem ser vistas em conjunto para a estratégia de crescimento nos próximos anos.
Impacto para o Sabadell
A venda de TSB marca a transição de uma etapa de defesa frente à OPA do BBVA para um banco com foco maior no mercado nacional espanhol. O Sabadell deve manter operações menores em México e nos Estados Unidos, reforçando a banca para pequenas e médias empresas.
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