Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, pode ter avanço maior na delação em relação ao acordo de colaboração de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A avaliação é de fontes a par da investigação.
A defesa de Costa protocolou nesta segunda-feira ao ministro André Mendonça, do STF, pedido de saída do Complexo da Papuda e sinalizou interesse em fechar acordo de colaboração. A sinalização ocorreu um mês após Vorcaro firmar termo de confidencialidade.
Embora Costa tenha potencialmente escopo menor na fraude financeira, suas informações podem ser relevantes para esclarecer a suposta fraude bilionária envolvendo o BRB e o Master. A apuração considera o inquérito sobre as negociações entre BRB, controlado pelo DF, e o Master um dos mais avançados.
A delação de Costa acende alerta entre os demais investigados, pois pode trazer detalhes técnicos sobre a compra de carteiras fraudulentas do Master pelo BRB e eventual aval de superiores. Os advogados Eugênio Aragão e Davi Tangerino afirmam que Costa sinalizou interesse em cooperação premiada.
A formalização do acordo depende de decisão do executivo, da avaliação dos investigadores e do cumprimento dos requisitos legais, conforme o pedido encaminhado ao ministro Mendonça. Costa foi preso em 16 de abril, na quarta fase da Operação Compliance Zero da PF.
A investigação aponta que Costa recebeu cerca de 140 milhões de reais de Vorcaro para viabilizar a aquisição do Banco Master pelo BRB, instituição controlada pelo governo do Distrito Federal. A prisão dele foi mantida pela Segunda Turma do STF em votação recente.
Após a prisão, Costa trocou de defesa: Cleber Lopes Oliveira, representante de Ibaneis Rocha, saiu; Eugênio Aragão entrou no caso, com a atuação de Davi Tangerino. A mudança ocorreu na semana passada, segundo informações da apuração.
Entre na conversa da comunidade