A Suzano apresentou o resultado operacional do 1º trimestre abaixo do esperado pelo mercado, pressionado pela desvalorização do dólar, mas com apoio de aumentos de preços e volumes de celulose. O desempenho foi impactado pela variação cambial, ainda que compensado parcialmente por ganhos operacionais.
O EBITDA ajustado ficou em R$ 4,58 bilhões, queda de 6% na comparação anual, mantendo margem de 42%. Analistas projetavam, em média, R$ 4,8 bilhões para o período, conforme levantamento da LSEG.
O custo caixa de produção de celulose ficou em R$ 802 por tonelada, recuo de 7% frente ao 1º tri de 2023, sem contabilizar paradas para manutenção. A gestão informou que impactos da guerra no Oriente Médio foram mitigados por hedge.
A Suzano elevou as vendas de celulose em 7%, para 2,835 milhões de toneladas, com destaque para Ásia e América do Norte. O preço líquido médio da celulose ficou em US$ 560 por tonelada, aumento de 1%.
O lucro líquido somou R$ 4,3 bilhões no trimestre, queda de 32% ante o mesmo período de 2023. Analistas consultados pela LSEG esperavam, em média, R$ 1,82 bilhão.
A alavancagem financeira ficou em 3,2 vezes no reais, frente 3,1 no fim de igual período do ano passado. Em dólares, a alavancagem subiu de 3,0 para 3,3 vezes.
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