O volume de carros importados da China para a América do Sul quase triplicou no 1º trimestre de 2026, segundo a Administração Geral de Alfândega da China. Foram US$ 3,73 bilhões em exports para o continente, frente a US$ 1,39 bilhão no mesmo período de 2025.
Ao todo, o Brasil foi o principal destino das vendas chinesas na região, respondendo por mais de metade do total. Entre janeiro e março, as importações para o Brasil somaram US$ 2,16 bilhões, triplicando o valor de 2025, quando não chegaram a US$ 1 bilhão.
A busca por ampliar estoques antes de mudanças tributárias explica parte do cenário. A alíquota de importação para veículos elétricos e híbridos passa a 35% em julho de 2026, ante 28% para híbridos plug-in e 25% para elétricos. A medida foi anunciada pelo governo em 2024, motivada por incentivos a montagem local.
Na comparação com o 1º trimestre de 2025, há expansão expressiva em oito dos 12 países sul-americanos. A maior alta ocorreu na Guiana (1.083%), seguida por Colômbia (494%), Equador (333%) e Venezuela (298%).
A BYD lidera as vendas de veículos chineses na região e também domina o mercado de carros elétricos na América do Sul. Dados do portal indicam que a BYD supera a Tesla em todos os países do continente, fortalecendo a posição da fabricante chinesa.
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