O mercado de trabalho brasileiro fechou o trimestre móvel encerrado em março com mudança relevante na taxa de desocupação. A PNAD Contínua do IBGE apontou 6,1% de desemprego, ante 5,8% em fevereiro, marcando o menor nível para um mês de março desde o início da série, em 2012, mas acima do piso histórico visto no fim do ano passado. O total de pessoas desocupadas ficou em 6,6 milhões, frente 6,2 milhões no trimestre anterior.
Apesar da alta da taxa, o emprego permaneceu em patamar elevado, com 102 milhões de pessoas ocupadas. Em comparação com o trimestre anterior, houve queda de 1% no contingente de trabalhadores empregados, correspondente a um milhão de pessoas a menos. Na comparação anual, houve ganho de 1,5%, ou 1,5 milhão de empregos a mais.
Economistas já sinalizavam, no início de 2026, que o ritmo de contratações poderia frear diante da elevação da taxa de juros. O recuo no número de vagas acompanha esse pano de fundo macroeconômico, ainda que o conjunto de trabalhadores ocupados tenha ampliado a base frente ao mesmo período de 2025.
Paralelamente, a renda média real dos trabalhadores atingiu novo patamar histórico, chegando a R$ 3.722 em março. O valor supera os R$ 3.679 de fevereiro, refletindo avanço de 5,5% no acumulado do ano. A massa de rendimento médio real ficou em 374,8 bilhões de reais, estável na comparação trimestral, mas com alta de 7,1% na comparação anual, equivalente a um ganho de 24,8 bilhões de reais.
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