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Dívida bruta do governo geral sobe para 80,1% do PIB em março

Dívida bruta do governo geral sobe para 80,1% do PIB em março, puxada por juros nominais e emissão líquida, com efeito do PIB nominal

— Foto: José Cruz/Agência Brasil
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A dívida bruta do governo geral do Brasil chegou a 80,1% do PIB em março, totalizando R$ 10,356 trilhões, conforme o Banco Central. Em fevereiro, o indicador era de 79,2% do PIB (R$ 10,178 trilhões).

O BC aponta que o avanço da dívida decorreu, principalmente, da apropriação de juros nominais, com alta de 0,9 p.p., emissão líquida de dívida em 0,4 p.p. e desvalorização cambial em 0,1 p.p. O PIB nominal ajudou a reduzir o peso em 0,5 p.p.

A dívida líquida do setor público não financeiro ficou em 66,8% do PIB em março (R$ 8,643 trilhões), ante 65,5% (R$ 8,420 trilhões) em fevereiro.

Principais componentes e variações

A variação mensal reflete o efeito positivo dos juros nominais apropriados de 0,9 p.p., o déficit primário com alta de 0,6 p.p. e ajustes da dívida externa líquida em 0,3 p.p. A desvalorização cambial de 1,4% contribuiu para queda de 0,1 p.p., enquanto a variação do PIB nominal mostrou recuo de 0,4 p.p.

Contexto e próximos passos

Segundo o BC, os fatores citados ajudam a explicar a trajetória da dívida bruta, com impactos diferentes sobre a dívida líquida. A autoridade também acompanha a dinamicidade de juros, câmbio e atividade econômica na leitura mensal dos dados.

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