O setor segurador brasileiro registrou arrecadação de R$ 68,3 bilhões no primeiro bimestre de 2026, considerando todos os segmentos, exceto saúde suplementar. A queda frente ao mesmo período de 2025 foi de 3,5%. Os dados são da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e foram divulgados em 30 de abril de 2026.
No mesmo período, as indenizações, benefícios, resgates e sorteios somaram mais de R$ 40 bilhões, indicando uma atuação expressiva do segmento na proteção de famílias e empresas. A CNseg aponta a importância do setor como instrumento de proteção financeira mesmo diante de menor arrecadação.
Desempenho por segmento
Os seguros de pessoas avançaram 6,8%, atingindo mais de R$ 13,1 bilhões em prêmios, com contribuições de seguro de vida, prestamista e viagem. Esse desempenho difere do desempenho dos demais setores, que registraram queda ou estabilidade.
Os seguros de danos e responsabilidades totalizaram R$ 22,7 bilhões, queda de apenas 0,1% ante o bimestre de 2025. A retração ficou concentrada no seguro rural, que caiu 8,1%, somando cerca de R$ 2,2 bilhões.
Outros itens do segmento
Títulos de capitalização tiveram receita de R$ 4,7 bilhões, recuo de 9,2%. A previdência aberta alcançou R$ 27,2 bilhões, recuo de 9,3%, ainda influenciada por ajustes no ambiente tributário que impactaram aportes, especialmente em planos da família VGBL.
Entre na conversa da comunidade