O acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia entrou em vigor provisoriamente nesta sexta-feira, após 25 anos de negociações. A implementação começa antes da ratificação pelos parlamentos dos países-membros, ainda pendente desde a assinatura, em 2019.
A liberalização contempla isenção de tarifas para boa parte das exportações brasileiras ao bloco europeu. A expectativa é de abertura gradual para produtos industriais e agrícolas de ambos os lados, com foco em carnes, soja, milho, frutas, vinho, automóveis e máquinas.
Segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes, o acordo pode gerar impacto positivo de cerca de R$ 190 bilhões por ano na economia brasileira, além de ampliar o acesso ao mercado europeu. A cúpula aponta redução de tarifas de até 99% para produtos brasileiros.
O texto prevê eliminação de tarifas para muitos itens industriais e agrícolas, facilitando a entrada brasileira em um mercado europeu tradicionalmente fechado. Recorte estratégico para exportadores brasileiros, com ganhos previstos para diversas cadeias produtivas.
O Mercosul, formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, e a UE somam mais de 780 milhões de pessoas e um PIB de aproximadamente US$ 20 trilhões, conforme dados oficiais. A assinatura histórica reforça vínculos comerciais entre os blocos.
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