Berkmann Wine Cellars, importadora britânica, revisa a estratégia para vinhos premium no Brasil diante de caixa pressionado e ausência de CEO local. A empresa atua no Brasil desde 2015 e vê o país como mercado estratégico frente ao baixo retorno no Reino Unido.
Charles Marshall, diretor de estratégia e integrante do conselho da holding, confirmou a reestruturação. Levy deixou o cargo de forma temporária, e não haverá substituto imediato para a presidência no Brasil. A operação será coordenada a partir de Londres, com Marshall e Rupert Berkmann liderando a gestão.
A- Nova estrutura de gestão
A empresa admite aperto de fluxo de caixa causado por excesso de estoque. A solução envolve enxugar o portfólio e orientar a estratégia para marcas globais, mantendo o foco em execução. A ideia é reduzir SKUs em desacordo com a demanda do mercado.
B- Foco no Brasil e no portfólio
Marshall enfatiza que o Brasil continua relevante para a Berkmann, ainda que pequeno no conjunto global. O objetivo é crescer por meio de marcas internacionais com maior penetração no país e ampliar a atuação no canal on-trade, que representa cerca de 15% do consumo local.
C- Perspectivas e parcerias
A equipe destaca a Antinori como peça central do posicionamento no Brasil, com desmentido sobre saída de rótulos italianos. Dados de mercado apontam Villa Antinori como maior receita no Brasil, com Tignanello em posição de destaque. Outras marcas com potencial incluem Familia Torres, Viña Montes e Riccitelli.
D- Contexto regulatório e mercado
O acordo Mercosul-União Europeia, vigente desde 1º de maio, é visto como possibilidade de favorecer rótulos europeus no Brasil. A empresa observa que o canal on-trade pode acelerar o consumo de vinhos premium, desde que haja gestão local eficaz.
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