As fraudes no setor de saúde suplementar seguem crescendo e são atribuídas a quadrilhas especializadas, segundo relatos de gestores e autoridades. A prática é descrita como organizada de forma profissional, elevando também os gastos com defesa por parte das operadoras.
A diretora médica da Bradesco Saúde, Thais Jorge, afirma que o esquema envolve investimentos em equipes técnicas e em inteligência artificial para atuar contra as fraudes, aumentando o custo geral do setor.
Na manhã da última quinta-feira, 30, uma operação em São Paulo mobilizou 40 agentes para desmantelar um esquema ligado a clínicas de atendimento a crianças autistas. A ação visa interromper atividades fraudulentas que impactam as contas das operadoras.
Segundo Raquel Reis, CEO da SulAmérica, houve casos graves, incluindo uma clínica registrada na casa de uma família com profissionais de saúde, o que gerou um prejuízo estimado em 2 milhões de reais.
A discussão também abordou a dificuldade da saúde suplementar em ampliar a base de clientes. Hoje o setor atende cerca de 53 milhões de vidas há oito anos, com demanda por serviços privados, mas ainda luta para criar produtos acessíveis ao poder aquisitivo da população.
As imagens e debates ocorreram durante a Health Conference, evento patrocinado por Hapvida, EMS, Fleury, Mediccont e Mevo. Os painéis do encontro serão veiculados pelo Brazil Journal para ampliar o alcance das informações.
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