A Petrobras anunciou um reajuste de 19,2% no preço do gás natural vendido às distribuidoras, válido a partir de 1º de maio. O ajuste acompanha a alta do petróleo no mercado internacional, influenciada por tensões geopolíticas no Oriente Médio. O movimento amplia o encarecimento de energia no país e afeta indústria, geração elétrica e inflação.
A empresa revisa os preços do gás natural a cada trimestre, com a fórmula baseada no petróleo Brent, na taxa de câmbio e em referências internacionais como o Henry Hub, dos EUA. A Abegás já projetava alta próxima de 20% para maio, sinalizando o reajuste antecipadamente. Distribuidoras e consumidores devem sentir o impacto nas tarifas nos próximos meses.
Impactos na economia e tarifas
O aumento tende a elevar custos de produção em setores intensivos em energia, como indústria química, siderurgia e alimentos. A elevação também pode repercutir nas tarifas de energia elétrica, pois o gás alimenta usinas termelétricas. O cenário aumenta o risco inflacionário, em um contexto de petróleo mais caro e câmbio volátil.
Combustíveis e encadeamento de preços
Na mesma semana, a Petrobras também elevou o preço do combustível de aviação em 18%, após alta de 55% em abril. O ajuste reforça o efeito dominó da alta do petróleo sobre transporte, logística e passagens aéreas. Economistas indicam pressão adicional sobre a atividade econômica no curto prazo.
Geopolítica e fluxo global de energia
A escalada de preços ocorre em meio ao conflito envolvendo EUA, Israel e Irã, que afeta o fluxo global de energia e mantém o petróleo em patamares elevados. A instabilidade influencia decisões de política monetária e expectativas de inflação no Brasil. A economia brasileira continua sensível a oscilações externas no setor energético.
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