A World Liberty Financial, empresa de criptomoedas associada à família Trump, moveu um processo de difamação contra o empresário Justin Sun. A ação foi anunciada nesta segunda-feira e publicada na rede social X, com alegações de campanha difamatória contra a empresa. A World Liberty afirma que Sun transferiu tokens WLFI com direitos de voto para a Binance e apostou na queda do valor de mercado por meio de venda a descoberto, depois que as negociações públicas começaram em setembro.
A denúncia sustenta que Sun participou de uma campanha para prejudicar reputação da World Liberty, ciente de que as acusações eram falsas. A empresa aponta que Sun agiu para prejudicar detentores de WLFI. Em resposta, Sun afirma que o processo é um golpe de relações públicas sem mérito e que pretende defender suas ações na Justiça.
A ação de Sun contra a World Liberty ocorreu em abril, sob a acusação de congelamento ilegal dos tokens adquiridos por ele. Sun diz que a World Liberty instalou ferramentas para impedir a venda de seus tokens após serem negociáveis em setembro de 2025. O processo de hoje diz que a capacidade de congelar tokens foi previamente divulgada no prospecto.
Detalhes da ação e acusações
O token WLFI acumula queda de cerca de 72% desde seu início de negociações em 1º de setembro. A participação de Sun, de 4 bilhões de tokens, vale aproximadamente US$ 264 milhões. A World Liberty sustenta que Sun transferiu tokens com direitos de voto para a Binance e apostou na desvalorização do ativo, em meio a negociações públicas.
Contexto e reações
A relação entre a World Liberty e Sun, que antes era favorable, mudou consideravelmente. A World Liberty foi co-fundada por membros da família Trump, com apoio de Sun no fim de 2024 e início de 2025, incluindo aquisição de US$ 45 milhões em tokens e atuação como consultor. O filho do presidente, Eric Trump, chegou a elogiar Sun publicamente. A World Liberty tem operações que geram receitas significativas para os Trump, conforme dados da Reuters.
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