O governo anunciou o Novo Desenrola Brasil, programa que busca reduzir o endividamento de famílias com salários de até cinco mínimos. A medida envolve us ar dinheiro esquecido, saldo não resgatado em bancos, para financiar a garantia de renegociação de dívidas. A implementação começa nesta terça-feira (5/5) e visa resultados em 90 dias.
O recurso utilizado virá do Sistema de Valores a Receber (SVR), hoje em torno de R$ 10,5 bilhões. Parte desse saldo será transferido para o Fundo Garantidor de Operações (FGO) e poderá mobilizar entre R$ 5 bilhões e R$ 8 bilhões. O objetivo é facilitar renegociações com descontos.
O Ministério da Fazenda, com apoio do FGO, divulgará edital para que as pessoas reclamem recursos em até 30 dias. Valores não reclamados ficarão no FGO para garantir operações do sistema financeiro, com 10% do saldo transferido reservado para possíveis resgates.
Como funciona o mecanismo
As operações de renegociação terão descontos entre 30% e 90%, com média estimada de 65%. A taxa de juros máxima será de 1,99% ao mês e o prazo de pagamento pode chegar a 48 meses. O prazo para quitação da primeira parcela é de até 35 dias.
O programa usa o dinheiro esquecido para respaldar as novas dívidas. A garantia fica sob o FGO, que atua junto aos bancos na renegociação. A transferência depende das instituições financeiras realizarem o processo.
Quem pode aderir
Para a modalidade voltada às famílias, é preciso ter dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 e com atraso entre 90 dias e 2 anos. Podem participar cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC).
A meta oficial aponta beneficiados: até 20 milhões de pessoas entre famílias, 15 milhões em contratos consignados, 700 mil servidores, 1,5 milhão de estudantes do Fies e 800 mil agricultores no Desenrola Rural. O programa começa hoje e as instituições oferecerão renegociações via seus aplicativos.
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