A Petrobras (PETR3; PETR4) pode pagar dividendos extraordinários após registrar forte geração de caixa no 1º trimestre, segundo análise do BTG Pactual. O banco aponta produção recorde e melhoria de caixa como gatilhos para distribuição de lucro.
No período, a produção doméstica de petróleo ficou em 2,58 milhões de barris por dia, acima da projeção oficial da empresa para o ano. Parte desse avanço veio da entrada em operação de novas plataformas no pré-sal, ampliando volume e diluindo custos.
A projeção é de EBITDA de US$ 13 bilhões e fluxo de caixa livre de US$ 4,8 bilhões no trimestre. Com isso, o BTG estima possibilidade de dividendos de cerca de US$ 2,1 bilhões, correspondente a 1,5% apenas no trimestre.
A alta do petróleo também contribuiu: o Brent avançou 23% na comparação com o trimestre anterior, fortalecendo a rentabilidade. A atividade de refino manteve desempenho robusto, com maior uso de refinarias e elevação na produção de derivados.
Para o BTG, a Petrobras continua sendo uma das poucas bigs de energia em mercados emergentes com alta produção, potencial de crescimento e geração de caixa consistente. A casa revisou o preço-alvo das ADRs para US$ 25, ou cerca de R$ 62 por ação.
O banco projeta retorno de dividendos próximo de 9% em 2026, aliado a um fluxo de caixa robusto. O excesso de geração de caixa pode se estender até 2027, indicando continuidade de possíveis pagamentos extraordinários.
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