A Meta Incorporadora, de São Paulo, mantém cerca de 20% das unidades de cada projeto sob a propriedade da empresa, destinando-as a locação e revenda. A estratégia visa financiar o negócio por meio da valorização dos imóveis de alto padrão.
O CEO Alexandre Souza Lima afirma que uma de suas obras já valorizou o preço do metro quadrado em 80% em dois anos. Hoje, o preço fica em torno de R$ 24 mil/m², com expectativa de chegar a R$ 30 mil/m² no próximo ano. A Meta não divulga números da receita recorrente.
A carteira da empresa contém 120 unidades entre locação e venda. Segundo Lima, diferentemente das incorporadoras tradicionais, a Meta prioriza o imóvel como fonte de caixa, não o uso de capital de terceiros. A TIR tende a ficar menor em comparação, mas há foco na valorização dos imóveis.
Panorama financeiro e estratégia
O valor geral de vendas (VGV) da Meta somou R$ 550 milhões em 2025, com expectativa de R$ 700 milhões em 2026, puxado por um grande projeto. O empreendimento “The Club” terá 43.000 m², com torre de 42 andares, áreas de lazer e lojas.
O projeto está localizado no Jardim Guedala, em São Paulo, região de alto padrão próxima ao Morumbi. A Meta espera ampliar o portfólio com um clube privado no mesmo bairro, oferecendo acesso a compradores por meio de título específico.
Detalhes do empreendimento e perspectivas
“O Jardim Guedala oferece infraestrutura de qualidade, com escolas, hospitais e áreas arborizadas”, afirma o CEO. O clube terá foco em tênis e pickleball, com quadras internas e externas, funcionando como extensão de lazer para clientes.
A previsão é lançar o clube no segundo semestre deste ano, operação que marcará a entrada da Meta no segmento de serviços, conforme Lima. A iniciativa visa criar receita adicional e fortalecer a fidelização de compradores.
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