A Lavazza anunciou planos de crescer além da Itália, mirando receitas de até €5 bilhões anuais. A estratégia foca expansão nos EUA e na China para reduzir a dependência do mercado doméstico, que ainda representa mais de 75% do faturamento, segundo o CEO Antonio Baravalle à Bloomberg News.
Desde que assumiu a gestão em 2011, Baravalle tem guiado a transformação da Lavazza, que passou de cerca de 70% de receita na Itália para uma operação mais global. Em 2025, o grupo registrou €3,9 bilhões, com crescimento de 16%.
Expansão nos EUA e China
Na América do Norte, a meta de dobrar a receita para US$ 1 bilhão até 2029 segue em curso, com foco em comércio eletrônico e varejo. A Lavazza investe em marketing, infraestrutura e ampliação de produção na fábrica da Pensilvânia, que responde por metade do café vendido nos EUA.
Na China, a Lavazza mantém a joint venture com Yum China desde 2020. A rede planeja chegar a 200 lojas até o fim do ano, contra 145 hoje, com previsão de alcançar 1.000 unidades no longo prazo, mas o objetivo original foi adiado pela pandemia.
Finanças, operações e estratégia
A empresa fechou recentemente uma linha de financiamento de € 900 milhões por cinco anos para sustentar o crescimento. Baravalle reforçou que não há planos de IPO ou aquisições transformacionais, mantendo a Lavazza como empresa familiar de capital fechado.
O uso de novas lojas e formatos na China visa consolidar a Lavazza como opção premium no consumo doméstico. Em Xangai, por exemplo, a loja destaca bebidas sazonais, como latte de leite de búfala com sabor de camélia, demonstrando inovação constante.
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