O índice de preços dos alimentos em São Paulo subiu 0,81% em abril, conforme dados da Fipe, após alta de 1,36% em março. O aumento acumula 2,73% nos quatro primeiros meses do ano, ainda acima da inflação média de 0,4% no mês.
A divulgação da Fipe aponta que a pressão de preços nos alimentos vem diminuindo ao longo das semanas. A metodologia considera médias de 30 dias e atualizações semanais, com a última leitura indicando queda de ritmo em vários itens.
Em abril, alguns itens tiveram recuo ou desaceleração, como arroz, feijão e café. O arroz fechou o mês com alta de 2% ante 3% no início. O feijão terminou com alta de 4%, bem abaixo de 15% no começo do mês.
Café em queda de 4,4% no mês, favorecido pela nova safra brasileira. O café em pó já registra queda de 7% neste ano. O leite longa vida permanece pressionado, com alta média de 15,2% em abril, embora menor que os 22% do meio do mês.
A alimentação também é influenciada pela oferta de chapas de temporada: pão e açúcar recuaram, com o açúcar já com retração de 13% no ano, devido à melhoria da oferta mundial. O óleo de soja iniciou a recuperação, registrando alta de 0,35% em abril após quedas anteriores.
Carnes tiveram salários diferentes: frango e suíno caíram 1,8% e 1,7%, respectivamente, com melhora na oferta interna. A carne bovina seguiu em alta, 0,6% no mês, apesar de recuo de março. A arroba do boi estabilizou, segundo Cepea.
No conjunto de frutas, a laranja caiu 2,5%, ajudando a segurar a inflação. Entre os legumes, o tomate subiu 13% em abril, contribuindo para a pressão de itens básicos após a Páscoa.
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