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Reajuste de energia em 9 estados pode elevar a inflação de maio

Reajustes em nove estados elevam inflação de maio; previsão é de alta de energia acima de quinze por cento em 2026 e impacto parcial já em abril

Reajustes autorizados pela agência reguladora terá reflexos nos índices de inflação
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O reajuste autorizado pela Aneel para as tarifas de energia de 9 estados deve pressionar a inflação nos próximos meses. O impacto inicial aparece no IPCA de abril, cuja divulgação ocorre em 12 de maio, segundo especialistas.

A Aneel aprovou, na última semana de abril, reajustes que elevam os custos de vida dos consumidores e os custos operacionais do setor produtivo. Economistas apontam que a alta média de 2026 pode superar 15%.

André Braz, da FGV, explica que a energia elétrica é preço administrado e tem impacto concentrado no curto prazo. O item Habitação representa cerca de 3,5% do índice de inflação.

A energia tende a puxar o IPCA de maio, conforme previsão de analistas e dados já conhecidos. Em março, o IBGE registrou leve alta no subitem energia elétrica residencial, com peso mensal de 4,02%.

Reajustes por estado

  • Cemig (MG): 6,70% com vigência em 28 de maio.
  • Neoenergia (PE): 3,62% com vigência em 29 de abril.
  • Cosern (RN): 8,14% com vigência em 22 de abril.
  • Sulgipe (SE): 2,36% com vigência em 22 de abril.
  • Coelba (BA): 1,53% com vigência em 22 de abril.
  • Enel Ceará (CE): -2,81% com vigência em 22 de abril.
  • CPFL Paulista (SP): 1,46% com vigência em 8 de abril.
  • Energisa (MS): 1,45% com vigência em 8 de abril.
  • Energisa MT (MT): -5,61% com vigência em 8 de abril.

Impacto esperado

A pressão inflacionária deve ficar mais visível no IPCA de maio. O mercado acompanha a divulgação de novas leituras e sinais de acomodação futura; ainda há expectativa de reajustes adicionais ao longo de 2026.

Especialista alerta que o efeito real pode superar projeções oficiais. O governo e a Aneel costumam usar diferimento de tarifas para amortecer o choque imediato, mas isso eleva custos futuros para o consumidor.

Dados do IBGE indicam que a energia elétrica residencial já impacta o índice. Analistas destacam a necessidade de monitorar novas pressões tarifárias ao longo de 2026.

Acompanhamento e fiscalização permanecem sob a ótica do Tribunal de Contas da União e outros órgãos de controle, com foco na estabilidade das tarifas e no equilíbrio macroeconômico.

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