O Agibank (AGBK) informou lucro líquido de R$ 186,5 milhões no 1T26, queda de 47,7% ante o mesmo período de 2025. Em relação ao 4T25, o recuo foi de 13,2%. Apesar da baixa no lucro, o banco destacou crescimento da carteira de crédito e da base de clientes.
A receita total somou R$ 2,996 bilhões no trimestre, alta de 23,6% na comparação anual. O ROE ficou em 26,01%, abaixo dos 45% registrados no 1T25. O resultado é atribuído à desaceleração temporária da originação de crédito consignado.
Carteira de crédito em expansão
A carteira encerrou março em R$ 35,5 bilhões, 30,3% acima do visto há 12 meses. Do total, 87% representam operações com garantia, com destaque para consignado. A carteira de consignado atingiu R$ 27 bilhões, alta anual de 35,8%.
O consignado do INSS somou R$ 25,7 bilhões, aumento de 30,5%. A companhia informou que a originação de crédito caiu 30,9% na comparação anual, atribuindo o recuo a interrupções no mercado de consignado do INSS entre dezembro/2025 e janeiro/2026 e a mudanças regulatórias que elevaram as fricções operacionais.
Indicadores de desempenho e solvência
A inadimplência acima de 90 dias ficou em 3,6% no 1T26, ligeira melhora frente aos 3,7% do 4T25. Em comparação anual, houve alta em relação aos 2,9% de 1T25. O banco ressaltou que o nível de cobrança permanece sob controle.
A base de clientes chegou a 7,06 milhões ao fim de março, alta de 52,6% na comparação anual. O índice de Basileia subiu para 19,3%, acima do mínimo regulatório de 11% estabelecido pelo Banco Central.
Após a divulgação, as ações do Agibank reagiram em Nova York, com ganho de 6,39% no after hours. O banco continuou recebendo acompanhamentos de mercado diante de seus resultados e da evolução de suas linhas de crédito.
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