A B3 passa a aceitar cotas de fundos imobiliários (FIIs) como garantia em operações realizadas no mercado. A medida entra em vigor na segunda-feira, 11, ampliando o uso de FIIs como margem de garantia.
Segundo a bolsa, investidores poderão usar cotas elegíveis como caução em contratos futuros e em operações estruturadas. Assim, ativos ou dinheiro não precisarão ficar bloqueados exclusivamente para cobrir perdas.
A mudança amplia o conjunto de ativos aceitos para garantia e já começa com uma lista inicial de 28 FIIs aptos a serem usados no lançamento da medida.
O que muda para investidores
A B3 espera que a novidade torne os FIIs mais atrativos, especialmente para traders ativos. O investidor poderá manter exposição aos FIIs e receber dividendos, ao mesmo tempo em que utiliza esses ativos para cumprir exigências de margem.
A medida pode elevar a liquidez e a demanda pelos FIIs elegíveis, já que ganham uma utilidade adicional dentro das carteiras, segundo a B3.
Os FIIs são populares entre pessoas físicas na bolsa brasileira, principalmente pela renda mensal e pela isenção de IR sobre dividendos para pessoa física.
Critérios para elegibilidade
A B3 definiu requisitos mínimos para selecionar os fundos que poderão ser usados como garantia. Entre eles estão volume médio diário acima de R$ 2 milhões, pelo menos 6 mil negócios por dia, presença em todos os pregões dos últimos 84 dias e preço médio acima de R$ 1 por cota.
A bolsa afirmou que a lista de fundos elegíveis será atualizada periodicamente e poderá incluir novos FIIs conforme o cumprimento dos critérios.
Este movimento integra a estratégia da Câmara B3, que gerencia a compensação e liquidação das negociações. Em dezembro de 2024, debêntures passaram a ser aceitas como garantia, elevando para 21 o número de ativos aceitos.
Dados da B3 apontam que o volume total depositado em garantias até o início de maio somava R$ 733,5 bilhões, com a maior parte alocada em títulos públicos atrelados à Selic.
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