O Itaú Unibanco não prevê ruptura no ciclo de crédito na sua carteira e mantém expectativa de estabilidade nos indicadores de inadimplência nos próximos trimestres. A avaliação foi feita durante a apresentação de resultados do primeiro trimestre de 2026.
Segundo Milton Maluhy Filho, CEO do banco, é preciso acompanhar desdobramentos do cenário para grandes empresas, mas o portfólio está bem provisionado conforme as novas regras do BC, que classificam créditos em recuperação extrajudicial no estágio 3.
Na visão do banco, o impacto da retirada de carência em programas governamentais sobre a inadimplência de PMEs tende a ser pontual, estimado em 0,2 ponto percentual. Ao longo dos últimos anos, o Itaú reduziu risco, aumentando a participação de garantias no crédito a PMEs.
Gabriel Moura, vice-presidente financeiro, informou que o ROE do Itaú no 1º tri de 2026 chegou a 24,8%, o melhor desde 2015, ajustado a 12% de capital. A inadimplência de curto prazo subiu levemente por sazonalidade, com efeito estimado entre 0,23 e 0,4 p.p.
A autoridade explicou ainda que a qualidade da carteira de clientes-alvo é sólida, com endividamento próximo de 105% no índice para esse grupo, acima de 100, mas abaixo do observado na indústria. Em relação às micro, pequenas e médias empresas, a participação de garantias subiu de 36% para 55% desde 2019.
Entre na conversa da comunidade