Marcelo Castro, sócio relevante da SPX Capital, anunciou sua saída após seis anos na gestora. A comunicação ocorreu por meio de um post no LinkedIn, em que agradece aos sócios fundadores, à equipe, aos investidores e aos bancos parceiros. O movimento acontece durante a revisão interna de governança e risco da empresa.
A SPX está passando por uma reorganização para reduzir dispersão de risco e reforçar o controle agregado dos fundos multimercados. A gestão mira uma estrutura mais enxuta diante de resultados abaixo do CDI nos últimos 12 meses, com destaque para o Raptor em 5,97% e o Nimitz em 9,46%.
A gestora administra cerca de R$ 54,7 bilhões. Internamente, circulam propostas para a criação de um chief investment officer (CIO) que concentre decisões de portfólio e reduza o nível de independência dos books. Castro chegou a ser cogitado para a função, mas discordou do desenho proposto.
Bruno Pandolfi, um dos fundadores, tende a assumir o papel de CIO. A meta é repensar os books, redistribuir risco e alinhar a gestão com uma dinâmica mais coordenada entre equipes. A mudança também envolve a redução de posições associadas ao book de Xavier, com foco em queda de risco total.
Marcella Libardoni, sócia antiga ligada ao book de renda fixa de Xavier, também deixou a empresa. A saída é vinculada ao ajuste de performance e à reorganização, ocorrendo em conjunto com o movimento de Castro, segundo apuração do NeoFeed.
Para Londres, o escritório tende a perder atratividade por custo tributário e necessidade operacional menor. O contrato vence no início do próximo ano, com a possibilidade de não renovação. A depender da avaliação, parte da equipe pode ser realocada ao longo dos próximos seis meses, com retorno ao Brasil em caso de adesão a nova organização.
A SPX mantém foco em Singapura como polo estratégico, dada a operação asiática. Londres pode manter presença de forma mais contida, enquanto outras geografias recebem maior atenção. A gestora não confirmou entrevistas ao NeoFeed até o momento.
Segundo fontes da indústria, a reorganização busca maior disciplina de risco e proximidade entre equipes, mantendo a independência de gestão onde ainda fizer sentido. A SPX não comentou o impacto direto das mudanças sobre clientes institucionais.
Procurada pelo NeoFeed, a SPX Capital não respondeu aos pedidos de entrevista até o fechamento desta edição. A empresa continua a reavaliar sua estrutura de multimercados e a alocação de risco em busca de melhoria de performance.
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