A parcela da população brasileira que depende de aposentadorias ou pensões chegou a 13,8% em 2025, equivalente a 29,3 milhões de pessoas. O dado faz parte da PNAD Contínua publicada pelo IBGE, que aponta crescimento gradual desde 2012, início da série, e mantém o patamar mais alto registrado.
Segundo o IBGE, o rendimento médio dessas fontes ficou em R$ 2.697 por mês em 2025, 2,1% acima de 2024, mas sem superar o recorde de 2019 (R$ 2.729, em valores ajustados pela inflação). A proporção de quem recebe aposentadorias ou pensões subiu ao longo da série, acompanhando o envelhecimento da população.
Proporção por renda e cenário nacional
Em 2025, 47,8% da população contava com renda do trabalho, o que coloca aposentadorias e pensões em 13,8% do total – a segunda maior fatia, atrás dos rendimentos do trabalho. Programas sociais do governo totalizaram 9,1% da renda.
Regionalização e composição das fontes
O Rio Grande do Sul registrou o maior percentual de beneficiários, com 20,3%, enquanto Roraima teve o menor, em 5,9%. As aposentadorias consideradas incluem INSS e outros institutos de previdência.
Benefícios sociais e contexto de renda
Em termos de programas sociais, 19,4 milhões de brasileiros receberam algum benefício em 2025, estáveis ante 2024. O valor médio mensal dos programas ficou em R$ 870, quase estável frente a 2024. A diferença histórica indica maior dependência de renda não trabalhista em parte da população.
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