O Brasil registrou exportações recordes em abril, impulsionadas pela alta de preços do petróleo devido ao conflito no Oriente Médio. Dados do governo indicam que o mês fechou com US$ 34,15 bilhões em exportações, o maior valor da série iniciada em 1997. O saldo comercial ficou em US$ 10,5 bilhões, alta de 37,5%.
O desempenho foi puxado pelo petróleo e pelo minério de ferro, sustentados por preços internacionais elevados. Entrevistado pela imprensa, o chefe de estatísticas do Ministério da Desenvolvimento, Herlon Brandão, destacou o papel das condições globais de demanda para o avanço das exportações.
Ainda segundo Brandão, apesar do imposto temporário de 12% sobre as exportações de petróleo bruto, lançado em março para conter impactos domésticos, o Brasil continua competitivo e com demanda externa robusta. A medida busca favorecer o refino interno e o abastecimento.
Implicações da medida e avaliação
O governo tem atuado para proteger consumidores diante da alta de combustíveis. As autoridades repetem que a taxação é temporária e visa equilibrar preços no mercado doméstico durante o período de tensão internacional.
A indústria extrativa no país também mostrou avanço, com crescimento de 17,9% nas exportações em abril ante o mesmo mês do ano anterior. Tanto minério de ferro quanto petróleo contribuíram para o resultado, segundo as autoridades.
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