Entre janeiro e abril de 2026, o Brasil importou 168,1 mil veículos, dos quais 80,1 mil vieram da China. A participação chinesa corresponde a 47,7% do total no período, segundo a Anfavea.
A China tornou-se o principal fornecedor de carros importados ao Brasil, superando a Argentina, que enviou 54,9 mil unidades no mesmo intervalo. Em 2025, a Argentina teve 68,8 mil veículos, agora com queda de 20,2%.
A alta de importações da China é expressiva: 81,6% de aumento em comparação com o primeiro quadrimestre de 2025, quando chegaram 44,1 mil veículos. Em 2026, incluem automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus.
O crescimento não se deve apenas ao interesse do consumidor. Desde 2025, oito marcas chinesas inauguraram operações no Brasil com veículos importados: Omoda, Jaecoo, GAC, MG, Geely, Leapmotor, Jetour e Denza, além da Caoa Changan. Outras marcas como BYD, GWM, Ford, Volvo e Chevrolet também atuam.
As redes de distribuição devem crescer: Jetour, MG e outras marcas ainda ampliam suas redes. Lançamentos e ampliações previstos ajudam a sustentar o incremento das importações, segundo a indústria.
Novas fabricantes também anunciaram planos de entrada para 2026: Lepas, Baic e Dongfeng devem iniciar operações ainda este ano, ampliando opções de modelos chineses no mercado brasileiro.
A perspectiva é de que a participação da China aumente ainda mais com expansões. Em paralelo, várias marcas estudam produção local ou expansão de plantas já existentes no Brasil.
No momento, várias montadoras com operações locais analisam próximo passo. BYD prepara avanços na fábrica de Camaçari (BA). GWM planeja um segundo polo no Espírito Santo, enquanto Geely e Leapmotor se associam a Renault e Stellantis para unidades já em uso.
Há ainda possibilidades de ajustes na cadeia produtiva. A GAC fechou acordo com a HPE para produção de veículos em Catalão (GO). A Chevrolet utiliza o Pace para fabricar carros chineses no Ceará, com uma linha dedicada à MG. A Jaguar Land Rover em Itatiaia (RJ) pode ser vendida à Omoda Jaecoo, conforme rumores. A Nissan avalia compartilhar produção com a Dongfeng em Resende (RJ).
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