O economista Chico Lopes morreu nesta sexta-feira (8), aos 80 anos, no Rio de Janeiro. Ele estava internado no Hospital Pró-Cardíaco, na capital, há mais de uma semana. Lopes foi presidente do Banco Central entre janeiro e fevereiro de 1999.
Antes disso, ele exerceu o cargo de diretor da instituição de 1995 a 1998. Sua principal marca no BC foi a criação do Copom, órgão responsável pela definição da Selic, a taxa básica de juros. Sua passagem pela presidência terminou em meio a controvérsias ligadas ao câmbio.
Adevocação a políticas econômicas ficou marcada pela participação em planos do período, além de atuação na formulação de medidas associadas ao Cruzado, ao Plano Bresser e ao Real. Lopes estudou na UFRJ, na FGV e em Harvard; lecionou na PUC-RJ.
Histórico e legado
Lopes participou ativamente do debate macroeconômico brasileiro nas décadas de 1980 e 1990. O Copom, criado sob sua gestão, tornou-se ferramenta central para a política monetária do país, com foco na estabilidade de preços.
Repercussão institucional
O Banco Central emitiu nota oficial lamentando a morte do ex-presidente, destacando a contribuição do economista à estabilidade econômica. A instituição ressaltou o papel de Lopes na história da política econômica do Brasil.
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