Morreu nesta sexta-feira Chico Lopes, ex-presidente do Banco Central (BC) e criador do Copom. Aos 80 anos, ele estava internado no Hospital Pró-Cardíaco, no Rio de Janeiro, desde o dia 14.
Formado em economia pela UFRJ, com pós-graduação na FGV e doutorado em Harvard, Lopes lecionou na PUC-RJ. Na década de 1990, foi um dos diretores mais influentes do BC e esteve à frente da instituição por um curto período em 1999.
Entre janeiro e fevereiro de 1999, Lopes comandou o BC e promoveu medidas que impactaram o câmbio. Ele elevou o teto do dólar de R$ 1,22 para R$ 1,32 e ajudou a socorrer os bancos Marka e FonteCindam, o que gerou um prejuízo para o órgão.
Durante a sindicância da CPI dos Bancos, houve investigações sobre contatos com uma antiga consultoria. Lopes chegou a ser preso por se recusar a depor sobre o caso. O episódio marcou um dos capítulos mais conturbados de sua carreira.
O BC emitiu nota nesta sexta-feira lamentando a morte. O texto destaca que Lopes dedicou décadas ao combate à inflação crônica dos anos 1980 e 1990, reconhecendo sua contribuição à estabilidade econômica do país.
Trajetória e legado
A diretoria do BC relembra a atuação de Lopes como responsável pela criação do Copom e pela consolidação de políticas monetárias. A instituição ressaltou a importância de suas contribuições para a compreensão macroeconômica brasileira.
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