A Wiz, corretora de seguros e distribuidora de consórcios, teve lucro líquido de R$ 39,8 milhões no primeiro trimestre de 2026, queda de 14,6% ante o mesmo período de 2025. O resultado foi influenciado por fatores internos e externos.
Lucas Neves, CEO da Wiz, explicou em entrevista ao CNN Money que uma mudança relevante na estrutura de gestão pesou no trimestre. A empresa reduziu o tamanho do conselho e houve a saída de executivos veteranos, gerando um impacto pontual de R$ 6 milhões. O ajuste, segundo ele, deverá gerar economia de R$ 5 milhões por ano.
Desempenho e cenário externo
Além das mudanças internas, o executivo apontou desaceleração na originação de crédito com bancos parceiros e alterações no modelo de concessão do INSS, promovidas pelo governo, como fatores que reduziram o volume de seguros nesse formato.
Por outro lado, Neves vê potencial de expansão no consignado privado, que pode diluir parte da retração observada. O executivo destacou que o ambiente externo exigiu ajustes na estratégia da empresa.
Destaque: Omni e demanda por produtos
Entre os seus produtos, a operação Omni cresceu 42,9% nos prêmios emitidos, totalizando R$ 93 milhões no trimestre. O CEO atribuiu o desempenho à maior originação de crédito com o banco parceiro e a oferta de coberturas customizadas para clientes, incluindo assistências para veículos usados e caminhões.
Ele citou ainda a capacidade de adaptar coberturas ao perfil do cliente, o que ajudou a manter a demanda. A Wiz afirmou que continuará ajustando o portfólio para permanecer compatível com o poder de pagamento dos clientes.
Solidez financeira e dividendos
Neves ressaltou o avanço da desalavancagem, com a dívida líquida caindo de cerca de R$ 750 milhões, há dois anos e meio, para R$ 209 milhões hoje. A companhia elevou o payout para 50% e anunciou distribuição de R$ 100 milhões em dividendos neste ano.
O executivo afirmou que a redução de dívida deve continuar, ao mesmo tempo em que a Wiz distribui mais capital aos acionistas. Em relação a fusões e aquisições, a empresa permanece atenta a oportunidades, mas adota postura cautelosa devido a juros elevados e à incerteza econômica.
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