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Programas sociais respondem por 22,7% da renda de lares, menor desde 2022

Programas sociais atingem 22,7% dos domicílios em 2025, menor desde 2022, com Bolsa Família como principal componente e ganho médio por habitante estável

Bolsa Família integra a renda de 17,2% dos domicílios
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Programas sociais integraram a renda de 22,7% dos domicílios em 2025, segundo o IBGE, representando cerca de 18 milhões de lares. O dado, compilado pela PNAD Contínua, aponta menor participação que em 2024 (23,6%).

A queda de 0,9 ponto percentual no conjunto de rendimentos de todas as fontes decorre da redução na participação de benefícios. Em 2022, a proporção chegou a 20,7%, o menor nível anterior ao recuo observado recentemente.

O total de lares beneficiados cresceu 4,8 pontos percentuais desde 2019, ainda que tenha havido recuos nos dois últimos anos. Em 2025, o tamanho relativo dos domicílios com renda de programas sociais ficou 5,5 milhões acima de 2019.

Perspectiva por programas e regiões

Gustavo Geaquinto Fontes, analista da PNAD, diz que o recuo recente é modesto frente ao patamar pré-pandemia, quando houve alta por causa do auxílio emergencial. Ele ressalta que 2020–2021 foram períodos atípicos.

O valor médio por benefício foi de R$ 870 em 2025, queda de R$ 5 ante 2024. Em comparação a 2019, quando a média era de R$ 508, o ganho real dos rendimentos de programas sociais avançou 71,3%.

A participação na renda por habitante caiu de 3,8% para 3,5%. O IBGE aponta que a queda decorre da estabilidade do valor médio por benefício e do número de beneficiários.

Distribuição por programa

Entre 2025, o Bolsa Família respondeu por 17,2% dos domicílios beneficiados, embora tenha recuado ante 2023 (18,9%) e 2024 (18,6%). Mesmo com a queda, o programa segue como principal fonte de renda assistida.

Além do Bolsa Família, o BPC/Loas elevou sua participação de 5% para 5,3% entre 2024 e 2025, e a parcela de quem recebe outros auxílios subiu de 2,1% para 2,4%.

Impacto sobre renda familiar

A renda média por habitante entre lares com algum benefício subiu 3,26% em 2025, para R$ 886. Em contraste, lares sem benefício registraram alta de 6,41%, evidenciando ganhos mais fortes no grupo não assistido.

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