O Sindicombustíveis-DF respondeu a uma recomendação de condenação do Cade envolvendo a entidade e o presidente Paulo Tavares. A defesa afirmou que o parecer tem caráter opinativo e não representa decisão definitiva do Tribunal Administrativo do órgão.
A Superintendência-Geral do Cade concluiu a instrução de um processo e recomendou a condenação por suposta influência na conduta comercial entre postos do Distrito Federal. As acusações envolvem comunicações públicas entre 2022 e 2025.
Segundo o Cade, conteúdos veiculados em redes sociais, entrevistas, vídeos e o podcast O Dono do Posto teriam divulgado informações sensíveis sobre preços, margens, custos operacionais e repasses ao consumidor.
A autoridade antitruste destacou que foram analisados mais de 200 registros de comunicação pública, com conteúdo majoritariamente extraído do Instagram, do YouTube e do podcast apresentado por Paulo Tavares.
Em nota, Paulo Tavares afirmou que informar a população sobre fatores econômicos, tributários e regulatórios não configura alinhamento de condutas entre concorrentes. Ele citou histórico de manifestações favoráveis ao arquivamento do caso.
O presidente do Sindicombustíveis-DF ressaltou que as mensagens permaneceram dentro dos limites constitucionais da liberdade de expressão, da atividade sindical e do direito da sociedade à informação.
Com o envio do relatório ao Cade, caberá ao tribunal da autarquia decidir se houve infração à ordem econômica e quais penalidades, se houver, serão aplicadas. O processo continua sob análise do colegiado.
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