O Novo Desenrola Brasil, anunciado pelo governo federal, propõe renegociar dívidas em 90 dias. Segundo a XP Research, o programa pode reduzir inadimplência e endividamento, além de estimular o consumo e impactar o PIB de forma modesta.
Economistas da XP, como Rodolfo Margato, Tiago Sbardelotto e Luíza Pinese, estimam que, até o fim do ano, a razão de endividamento das famílias pode recuar até 2,3 pontos percentuais, e a inadimplência pode cair até 0,8 p.p.
O estudo aponta ainda que o consumo das famílias pode crescer 0,20–0,25 p.p. ao ano, contribuindo com cerca de 0,15 p.p. para o crescimento do PIB. O cenário atual mantém projeção de alta do PIB para 2026, em 2,0%.
Para os técnicos, a melhora não representa mudança estrutural no crédito. Uma redução sustentada das taxas de juros, associada a um mercado de trabalho sólido, seria necessária para ganhos mais robustos. O cenário-base considera a Selic em 11,50% no fim de 2027 e pequenas reformas fiscais futuras.
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