Na coluna da semana, pesquisadores destacam que metade da diferença de produtividade entre o Brasil e países ricos decorre das habilidades embutidas nos trabalhadores, enquanto a outra metade fica associada ao entorno.
Segundo estudos empíricos, o ganho salarial de imigrantes para os Estados Unidos é usado para medir o peso do entorno. Quando o entorno pesa mais, o benefício de migração tende a crescer. Questões de seleção são discutidas, mas a metodologia acompanha trabalhadores ao longo do tempo.
A pesquisa busca controlar perdas de habilidades na migração, como a transferência entre mercados de trabalho e a proficiência em inglês. Mesmo considerando ajustes, o impacto dos fatores do entorno fica entre 45% e 59%, com a estimativa de 50% como referência.
Papel da gestão e das regras
A narrativa também afirma que, além do entorno, a qualidade da gestão é relevante. Há evidência de que gestores em países com menor produtividade operam de forma sistematicamente menos eficiente. Os motivos não são totalmente claros, mas a má alocação de recursos pode explicar parte do fenômeno.
Além disso, comentários de leitores apontam a influência de instituições que subsidiam empresas ineficientes de menor produtividade. Regras tributárias e trabalhistas são citadas como fatores que afetam a alocação de capital e trabalho, especialmente em economias menos produtivas.
Questões abertas e trajetória da literatura
A discussão integra a literatura dos últimos 20 anos sobre produtividade. Desde o marco de Hall e Jones, várias evidências passaram a esclarecer os fatores que explicam a diferença de desempenho entre economias. O tema permanece em evolução, com novos estudos sobre gestão, políticas públicas e ambiente econômico.
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