O governo do Rio Grande do Sul protocolou na Assembleia Legislativa o projeto de lei que fixa o salário mínimo regional para 2026. O índice proposto é de 5,35%, com retroatividade a 1º de maio, data-base dos trabalhadores. O cálculo combina a inflação (INPC 12 meses até abril) com a variação do PIB gaúcho de 2023, de 1,3%.
As negociações foram conduzidas pela Casa Civil junto a representantes patronais e centrais sindicais. Os sindicatos chegaram a reivindicar até 15,98% (posteriormente recuados para 10%), enquanto as federações patronais defenderam números entre 1,42% e 3,98%. O governo, por sua vez, optou por um valor intermediário, abaixo do reajuste do piso nacional (6,79%).
Novas faixas salariais com o reajuste aprovado:
- Faixa 1 (R$ 1.884,75): trabalhadores da agricultura, pecuária, indústrias extrativas, construção civil, empregados domésticos, motoboys e garagens/estacionamentos.
- Faixa 2 (R$ 1.928,15): vestuário, calçados, couro, papel e papelão; profissionais da saúde, serviços de limpeza, telemarketing e hotelaria/gastronomia.
- Faixa 3 (R$ 1.971,89): indústria de mobiliário, química, farmacêutica, alimentação; comércio e movimentadores de mercadorias.
- Faixa 4 (R$ 2.049,76): metalúrgicas, gráficas, borracha, joalheria; vigilantes, marítimos e funcionários de condomínios.
- Faixa 5 (R$ 2.388,50): trabalhadores técnicos de nível médio.
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