O governo informou mudanças nas regras do abono salarial, com teto de renda para acesso sendo reduzido gradualmente até 2035. A medida visa ajustar o benefício a padrões mais restritos de elegibilidade, mantendo o pagamento apenas para trabalhadores de baixa renda.
Segundo o Ministério do Trabalho, a alteração reduzirá o número de beneficiários nos próximos anos. A expectativa é de que mais de 4 milhões de trabalhadores deixem de receber o abono até 2030, com alta de janeiro a dezembro deste ano.
Impacto esperado
A mudança envolve o teto atual de dois salários mínimos, que passa a ser atualizado apenas pela inflação. Em 2024, o acesso fica limitado a quem teve renda média mensal de até R$ 2.765,93 (1,96 salário mínimo).
A partir de 2027, o benefício será pago apenas a quem recebia até 1,89 salário mínimo, com o teto caindo progressivamente até 2035, quando chegará a um salário mínimo e meio.
Projeções e economia
Estudos do governo indicam que, neste ano, 559 mil trabalhadores poderão perder o benefício. Em 2025, a perda estimada é de 1,58 milhão de pessoas. No total, a previsão é de que até 2030 ocorram impactos para mais de 4,5 milhões de trabalhadores.
O governo calcula que a medida gerará economia de quase R$ 25 bilhões até 2030, com recursos que deixam de ser repassados ao Fundo de Amparo ao Trabalhador. A implantação ocorre por meio de ajustes graduais nas regras do PIS/Pasep.
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