O Dia das Mães nos Estados Unidos deve registrar gastos recordes, mas comedido. Segundo a National Retail Federation, as compras devem somar US$ 38 bilhões em 2026, superando o pico de US$ 35,7 bilhões de 2023. O movimento é chamado de momflation, diante da inflação.
Os dados apontam que flores continuam entre os presentes mais escolhidos, com cerca de 75% dos consumidores pretendendo comprar buquês. Contudo, os preços subiram: a Groundwork Collaborative aponta alta de 16% nos últimos 12 meses, em função de tarifas sobre flores importadas e aumento no frete.
Custos, cupons e escolhas
A U.S. Chamber of Commerce estima que tarifas novas elevem em cerca de US$ 25 milhões os custos dos buquês no Dia das Mães. Ainda assim, a maioria não pretende abrir mão de gastar, buscando opções mais econômicas e valiosas.
Pesquisa da RetailMeNot mostra que consumidores valorizam presentes simples e experiências afetivas, como passar tempo com a mãe ou ajudar em tarefas domésticas. Numerator indica que 43% pretendem usar promoções, 30% devem comprar menos presentes e 26% vão optar por itens mais baratos.
LendingTree revela que 55% dos consumidores acreditam que podem gastar mais do que o orçamento permite neste Dia das Mães. Em restaurantes, o Wells Fargo projeta alta de cerca de 4% nos gastos médios, que devem ficar em torno de US$ 67 por conta.
Caminhos de consumo
A expectativa econômica sugere que o brunch dominical seja uma alternativa mais acessível a jantares com carne, que seguem com preços pressionados pela proteína. Economista-chefe Michael Swanson aponta que opções simples podem se tornar apostas mais fortes de custo-benefício neste ano.
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