Uma pesquisa do Infojobs aponta que 25% das mães deixaram de se candidatar a novas oportunidades após a maternidade, e outras 13% disseram ter desacelerado a carreira. Os dados ajudam a evidenciar o fenômeno conhecido como teto materno, em que a trajetória de crescimento de mulheres mães é curta dentro das empresas.
O estudo contextualiza que esse teto nasce de fatores culturais e de percepção de risco, que fazem a profissional recalibrar escolhas antes mesmo de haver uma resposta formal do empregador. A dificuldade de avance é vista nas próprias expectativas do mercado.
Para enfrentar o cenário, especialistas recomendam políticas claras de progressão interna, programas de mentoria para mães e processos seletivos internos que incentivem candidaturas após a licença-maternidade. Benefícios práticos como auxílio-creche, subsídio para babá, horários flexíveis, retorno gradual e apoio psicológico ajudam na transição.
Outro ponto destacado é a influência da cultura empresarial na percepção de acolhimento. Segundo Patrícia, a existência de um ambiente de apoio efetivo reduz o impacto do teto materno e amplia o potencial de carreira das profissionais. A importância de políticas de licença parental compartilhada e de incentivo ao compartilhamento das responsabilidades familiares é enfatizada.
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