O Super El Niño 2026 pode interromper a trajetória de queda da inflação de alimentos no Brasil. Projeções apontam aquecimento recorde no Pacífico, com impactos esperados no agro e no bolso das famílias, similar aos extremos de 1997.
Especialistas destacam que o fenômeno tende a alta de instabilidade climática, afetando safras e preços. Entidades como NOAA monitoram a formação e a persistência do evento até o fim de 2026. Em Brasília, o foco é monitorar impactos no campo.
Riscos regionais e impactos no agronegócio
O El Niño deve provocar chuva forte no Sul e estiagem no Norte e Nordeste. Centro-Oeste e Sudeste podem enfrentar irregularidade hídrica, com impactos no plantio e necessidade de irrigação. A produção pode sofrer perdas pontuais, não uma quebra de safra nacional.
Segundo analistas da StoneX, a janela de semeadura da safrinha de milho fica mais vulnerável. Atrasos ou variações de umidade podem afetar biomassa e produtividade em fases críticas do ciclo agrícola. A guarda de água passa a ser tema estratégico.
Cenário regional e adaptações
No Sul, o excesso de chuva eleva riscos de doenças e queda na qualidade. No Centro, há maior oscilação térmica e atraso na recuperação de chuvas. Norte e parte do Nordeste permanecem sob estresse hídrico, elevando incertezas para safras futuras.
A situação exige planejamento de irrigação e ajustes no calendário de plantio. Técnicos ressaltam que não basta medir volume, é crucial entender onde e quando ocorrerão precipitações.
Dados técnicos e projeções climáticas
O ECMWF indica que a temperatura da superfície do mar no Pacífico pode subir para 3,2°C até o fim do ano. A projeção anterior era 2,8°C. A NOAA aponta probabilidade de El Niño intenso entre maio e junho de 2026.
Caso se confirme, o evento figurar entre os mais fortes desde o século XIX. Na referência de 1997–1998, o incremento ficou em cerca de 2,8°C. O fenômeno já acendeu alertas sobre padrões de chuvas.
Impressões sobre inflação e preços
A inflação de alimentos pode absorver pressão adicional com o El Niño. O Focus aponta expectativa de 4,89% para 2026, com possibilidade de incremento de até 0,8 ponto percentual devido ao fenômeno. Mercados acompanham as curvas.
Especialistas destacam que a variação climática altera padrões de produtividade e distribuição de produtos agrícolas. Mesmo sem guerra, o custo de alimentos pode ser pressionado pela mudança no regime de chuvas.
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