O mercado de multipropriedades no Brasil amadurece, com redução de estoques após anos de expansão. Exemplos: o volume de lançamentos caiu, mas as vendas se mantiveram firmes, segundo Caio Calfat, consultor da Caio Calfat Real Estate. O movimento levou o setor a um patamar mais saudável.
Atualmente, existem 224 empreendimentos em 99 cidades, 4% acima do início de 2025, quando havia 216. Em comparação com 2020, o crescimento é de 105%. No total, são 44 mil unidades, equivalentes a 1,2 milhões de frações.
A pandemia prejudicou o setor com distratos e estoques elevados. A alta de juros ampliou a pressão financeira sobre empresas, como WAM e Gramado Parks, elevando o ceticismo entre consumidores. Com o tempo, o cenário financeiro mostrou sinais de tranquilização.
Tendência de recuperação e equilíbrio
O setor de lazer, aquecido pela recuperação de viagens e ocupação de hotéis, impulsiona a demanda por imóveis de praia, campo e montanha. Gramado (RS), Olímpia (SP) e Caldas Novas (GO) aparecem como polos de maior atividade, segundo a consultoria.
No último ano, as vendas de frações somaram R$ 66,3 bilhões até abril de 2026, alta de 24,4% frente aos 12 meses anteriores. O estoque disponível para venda caiu de 42,5% para 34% do total. O estoque de imóveis prontos caiu de 16,5% para 8,9%.
Entre as unidades em obras, o estoque recuou de 48,2% para 41%. Nos empreendimentos na planta, a redução foi de 87,8% para 69,5%. O consultor Caio Calfat aponta que o mercado está mais equilibrado e com maior confiança na compra de projetos nas primeiras fases.
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