Os ataques coordenados contra o Banco Central e o ex-diretor Renato Gomes seguiram uma cartilha associada ao projeto de gestão de crise ligado ao empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master. A operação envolve contratos com influenciadores e veículos de comunicação, totalizando cerca de 8 milhões de reais, parte interrompida após investigação da Polícia Federal.
O material foi organizado pela agência Mithi, dirigida pelo publicitário Thiago Miranda. O objetivo era difundir conteúdos que favorecessem a narrativa defendida pelo Projeto DV. Documentos obtidos pela Folha descrevem as diretrizes de publicação, incluindo títulos, textos, fotos e roteiros para vídeos curtos.
Quadro de contratos e pagamentos
Entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, Miranda publicou pagamentos de 3,5 milhões de reais à agência, parte recebida de uma empresa ligada a Vorcaro. A PF apura se houve uso de recursos para ataques ao BC e para favorecer o projeto Master.
Plataformas e perfis envolvidos
O projeto envolveu o GPS Brasília, Not Journal, Luiz Bacci e Charles Costa Oficial. O GPS Brasília tinha como meta publicar conteúdos com tom liberal clássico defendendo a livre iniciativa. Not Journal assinou contrato de 30 mil reais mensais para 12 publicações.
Notas sobre os contratos
O Not Journal recebeu ordens de veicular textos críticos a Renato Gomes. O acordo com Luís Bacci previa repasse mensal elevado, com a defesa mantendo sigilo sobre valores. Cardoso Mundo recebeu 200 mil reais; o veículo confirmou a relação, mas não detalhou números.
Reações e próximos passos
A defesa de Vorcaro não se manifestou publicamente. Thiago Miranda deverá prestar depoimento à PF, no âmbito das investigações sobre ataques ao BC e ao caso Master. O noticiário indica que parte dos contratos foi encerrada após as investigações ganharem força.
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