A Compass estreou na B3 nesta segunda-feira, sob o ticker PASS3, encerrando quase cinco anos sem IPOs no Brasil. O destaque ficou por conta da abertura e da busca por captar recursos via mercado de capitais.
As ações abriram em alta, mas perderam folgo ao longo do pregão e oscilaram perto da estabilidade logo após a estreia. A operação movimentou cerca de R$ 2,8 bilhões, incluindo o lote adicional.
Oferta foi totalmente secundária
O preço por ação ficou em R$ 28, definido no processo de bookbuilding. Foram lançadas 100,9 milhões de ações ao mercado, com a operação inteiramente secundária, sem emissão de novas ações.
Ao todo, os acionistas vendedores, principalmente a Cosan, receberão os recursos captados. A Cosan mantém participação relevante na Compass mesmo após a oferta.
Cosan e a alavancagem
A estreia faz parte da estratégia da Cosan para reduzir endividamento. A companhia fechou o quarto trimestre com alavancagem pro forma de 3,3 vezes a dívida líquida/Ebitda, segundo documentos da oferta.
Mesmo com a venda, a Cosan deve continuar como acionista expressivo, mantendo cerca de 77,25% do capital da Compass, podendo cair para 75,37% se o lote suplementar for totalmente exercido.
Perfil da Compass
A Compass atua na distribuição e comercialização de gás natural, além de infraestrutura energética. Controla ativos como a Comgás e a Compagas, além de participações em outras concessionárias do setor.
Também possui participação no Terminal de Regaseificação de São Paulo, no Porto de Santos. O mercado acompanha a estreia como um teste para o retorno das ofertas públicas de ações no Brasil.
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