A Light assinou nesta segunda-feira, 11 de maio de 2026, um acordo de renovação de sua concessão por mais 30 anos. A empresa revelou um plano de investir R$ 10 bilhões na rede elétrica nos próximos cinco anos, com foco em melhoria do atendimento ao consumidor. A renovação viabiliza a conclusão da recuperação judicial em curso no Brasil.
O anúncio detalha que o aporte poderá chegar a mais de 3,7 bilhões de reais para capital da companhia, envolvendo os acionistas de referência Ronaldo César Coelho e Carlos Alberto Sicupira. Parte da dívida será convertida em ações, conforme estudo apresentado pela gestão da Light.
Alexandre Nogueira, presidente, afirmou que a decisão destrava investimentos e coloca a empresa em uma nova fase de melhoria de desempenho. O grupo aponta avanços em indicadores de atendimento durante interrupções de energia, como queda no tempo médio de atendimento (TMA) e na duração dos cortes.
Planos de investimento e impactos operacionais
A Light informa que o TMA caiu de 1.251 minutos em dez/2023 para 567 minutos no fim de 2025. O DEC, que mede a duração dos cortes, ficou em 6,53 horas no fim de 2025, 4% abaixo do limite da Aneel. O FEC ficou em 3,27 vezes, 27,3% abaixo do teto de 4,50 vezes, sem descontinuidade de pagamentos a empregados e fornecedores.
A proposta de aporte e a conversão de dívida em capital visam acelerar a recuperação judicial e ampliar o ritmo de melhorias técnicas. A companhia sustenta que, com a renovação, terá maior segurança para realizar obras, aquisição de equipamentos e melhorias na distribuição de energia.
A Light não informou o local específico da renovação, apenas que o acordo foi firmado para ampliar a prestação de serviços e permitir o avanço dos investimentos. O conjunto de medidas é apresentado como resposta à necessidade de elevar a qualidade do atendimento.
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