O conflito no Irã elevou o preço do petróleo e impulsionou a economia da Guiana, vizinha do Brasil. Enquanto parte do mundo teme impactos da guerra entre EUA, Israel e Irã, a Guiana registra crescimento acelerado, impulsionado pelo setor petrolífero. Dados da BBC compõem o cenário.
A produção de petróleo na Guiana já passa de 920 mil barris por dia e deve chegar a 1 milhão de barris diários em 2026. Desde o início do conflito, o preço do Brent oscilou em torno de US$ 108 o barril, frente a US$ 62 antes da guerra, segundo a EIA. O aumento da produção e dos preços amplia as receitas do governo guianense.
Parte significativa dessas receitas vem para o Fundo de Recursos Naturais, criado para gerenciar os recursos do petróleo. Em março, o fundo acumulava cerca de US$ 3,8 bilhões. O dinheiro tem sido aplicado em infraestrutura, como estradas, escolas e centros de saúde.
Desafios e impactos
A inflação começou a subir, pressionando o poder de compra da população. O custo de alimentos aumentou aproximadamente 25% em curto intervalo, reflexo de preços de fertilizantes e insumos agrícolas mais elevados. Analistas destacam ainda a desigualdade social e a gestão de receitas como pontos críticos.
Especialistas ressaltam que o principal desafio é converter a riqueza do petróleo em desenvolvimento sustentável. Embora haja investimentos públicos e bônus para a população, grande parte da população guianense ainda convive com pobreza, moradia precária e custo de vida elevado.
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