O IPCA de abril ficou em 0,67%, pressionando a inflação oficial do Brasil. O resultado, divulgado pelo IBGE nesta terça-feira (12), mostra alta de alimentos e combustíveis, apesar de o índice geral recuar em relação a março (0,88%).
O grupo de alimentos e bebidas liderou o avanço, com alta de 1,34%, impulsionado pelo consumo dentro de casa. Cenoura, leite longa vida, cebola, tomate e carnes puxaram as altas. O custo do frete também foi apontado como fator relevante pelo gerente do IPCA, José Fernando Gonçalves.
A alta de alimentos se manteve mesmo com quedas pontuais em itens como café moído e frango em pedaços. Fora de casa, a alimentação subiu 0,59%, concentrando-se em lanches e refeições. O clima seco reduz a oferta de pasto e eleva custos de produção, contribuindo para o reajuste.
Além dos alimentos, combustíveis influenciaram o índice. A gasolina subiu 1,86% em abril, consequência direta da guerra no Oriente Médio. O óleo diesel avançou 4,46%, o etanol 0,62% e o gás veicular caiu 1,24%.
Demais grupos da cesta de consumo também apresentaram alta. Saúde e cuidados pessoais avançaram 1,16%, com reajustes de até 3,81% em medicamentos. Artigos de higiene subiram 1,57%, com destaque para perfumes. Habitação subiu 0,63%, puxada pelo gás de botijão e pela energia elétrica.
Ao longo de abril houve desaceleração no transporte, com alta de apenas 0,06%. Passagens aéreas caíram 14,45%, enquanto tarifas de ônibus e metrôs reduziram em algumas capitais.
Balanço completo do IPCA de abril
- Índice geral: 0,67%
- Alimentação e bebidas: 1,34%
- Saúde e cuidados pessoais: 1,16%
- Artigos de residência: 0,65%
- Habitação: 0,63%
- Comunicação: 0,57%
- Vestuário: 0,52%
- Despesas pessoais: 0,35%
- Transportes: 0,06%
- Educação: 0,06%
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