O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que é radicalmente contra a indenização ou compensação para empresas com a eventual mudança da escala de trabalho 6×1. Em audiência pública da Comissão Especial da Câmara, ele disse que ganhos geracionais não devem ser monetizados e citou exemplos internacionais onde não houve indenização.
Durigan ressaltou que, diante de uma possível mudança, é preciso repensar a organização do trabalho para manter a produtividade sem reduzir salários. Ele mencionou programas de apoio a pequenos negócios, como o Desenrola, e destacou a importância de capacitação, crédito e transformação digital para elevar eficiência e sustentabilidade.
O ministro também indicou a necessidade de corrigir gargalos de eficiência para evitar impacto negativo no crescimento. A ideia é que o trabalhador aumente a produtividade para acompanhar a nova jornada, sem pobreza de renda, segundo ele. A formalidade no trabalho foi apresentada como uma tendência de melhoria na estabilidade da relação.
Medidas e perspectivas para o cenário econômico
Durigan apontou que programas de apoio ao setor produtivo devem acompanhar a mudança de jornada. Ele defendeu ações de capacitação, como as do Sebrae e do Senar, além de linhas de crédito para facilitar a transição. A negociação coletiva foi citada como ferramenta-chave para ajustar acordos entre patrões e trabalhadores.
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